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 Geografia

 

 

 

O concelho de Grândola tem uma área de 814 km2, estendendo-se a sua costa desde a Península de Tróia até Melides, ao longo de 45 km, albergando cerca 14.900 de habitantes e subdividido em 5 freguesia: Azinheira de Barros e São Mamede do Sádão, Carvalhal, Grândola, Melides e Santa Margarida da Serra.


Grândola confina a norte com o município de Alcácer do Sal; a Leste, com Ferreira do Alentejo; a sul, com Santiago do Cacém; a oeste apresenta uma longa faixa costeira e, a noroeste, o Estuário do Sado separa-o do município de Setúbal.


Se, do ponto de vista climático, o concelho é definido por duas grandes zonas, litoral e interior, quanto às características geológicas e uso do solo são identificáveis três grandes zonas – a Bacia do Sado, a serra de Grândola e a faixa litoral.

 

Diferenciam-se, antes de mais, pelo ambiente físico e paisagístico criado pelo relevo, o clima e a flora próprios a cada uma delas, mas as suas especificidades locais estendem-se às potencialidades e formas de exploração agrícola e à dinâmica de ocupação urbana.


Com grandes áreas completamente despovoadas, o concelho tem vindo a desenvolver-se lentamente junto de
Melides e Carvalhal devido à crescente procura turística. As praias são parte da beleza deste concelho: Tróia, Comporta, Carvalhal, Galé, Alberta Nova e Melides compõem 45 km de areal e combinam a beleza do oceano com a paisagem refrescante da serra da Arrábida.


Centro geográfico do concelho, Grândola tem vindo a demonstrar uma grande capacidade de atracção relativamente aos restantes centros urbanos, em especial os do interior.

 

 

Locais de interesse:


Azinheira de Barros: Povoação com características tradicionais alentejanas. A igreja de Nossa Senhora do Viso data do séc. XV. Perto, encontra-se o monumento megalítico da Pata de Cavalo – monte das Boiças – constituído por uma câmara com seis metros de diâmetro e uma galeria recobertos por um monte de terra artificial.


Melides: Característica pela sua graciosa igreja cujo orago é São Pedro, Melides foi um importante centro oleiro, que servia inclusive o concelho de Santiago. O fabrico de rolhas, pez e pós de sapato constituiu a ocupação dos seus habitantes. Melides e Santo André foram localidades frequentadas e exploradas pelos pescadores da região de Aveiro – nelas se manteve o rasto das antigas bateiras ílhavas.


Santa Margarida da Serra: Aldeia aprazível, onde se podem apreciar as características da arquitectura tradicional alentejana. A igreja de Nossa Senhora da Saúde data do séc. XV.


Vale Figueira: Próximo de Melides, aí ainda se encontram as fiandeiras de linho e lã. Anteriormente aos homens cabia a tosquiar e cardar a lã, após a sua lavagem pelas mulheres. Os cardadores preparavam a lã para a fiação; trabalhavam durante meses fora de casa, indo de monte em monte prestar os seus serviços. Também existem vestígios arqueológicos – a necrópole de Casas Velhas e o dólmen de Pedra Branca.


Tróia: Bela península que se estende por 18 km até à praia da Comporta. É um importante centro turístico com grandes extensões de areia branca e fina. Aí se encontram também interessantes vestígios e ruínas da civilização romana com cerca de dois mil anos.


Serra de Grândola: Elevação com recantos pitorescos a dominar a planície alentejana. Destaca-se o miradouro da Senhora da Penha, a cerca de três km de Grândola. A capela data de 1700 e está situada a 248 m de altitude. Existem vários percursos pedestres sinalizados; a Rota da Serra, com cerca de 15 km e uma duração de marcha de quatro a cinco horas, é o itinerário pedestre mais percorrido de Portugal.


Lousal: Esta localidade cresceu à custa da exploração das minas de pirite, actualmente desactivadas e alvo de musealização. Nela se encontra o Centro de Artesanato e Arqueologia Industrial, que visa a recuperação de saberes tradicionais, com vários espaços onde é possível encontrar artesanato local e um restaurante.

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