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 Património Edificado

 

 

 

1 - Período Pré-Histórico

 

1.1 - Monumento Megalítico da Pedra Branca

1.2 - Monumento Megalítico do Lousal

1.3 - Monumento Megalítico da Pata do Cavalo

1.4 - Necrópole de Cistas das Casas Velhas

 

2 - Período Romano

 

2.1 – Estação Romana do Cerrado do Castelo

2.2 - Barragem Romana do Pego da Moura

2.3 – Estação Romana de Tróia

 

3 - Da Idade Média a finais do século XIX

 

3.1 - Igreja Matriz de Grândola

3.2 - Igreja de Santa Margarida da Serra

3.3 - Ermida de Santa Maria do Viso

3.4 - Igreja de Santa Marinha de Melides

3.5 - Igreja de Nossa Senhora de Azinheira dos Barros

3.6 - Igreja de S. Sebastião

3.7 - Igreja de S. Pedro

3.8 - Igreja de S. Pedro - Melides

3.9 - Ermida de S. Barnabé

3.10 - Igreja de Nossa Senhora da Penha de França

3.11 - Antigos Paços do Concelho

3.12 – Chafariz da Fonte da Apaulinha

 

4 - Século XX

 

4.1 - Sede da ex-Sociedade Recreativa Grandolense

4.2 - Coreto

4.3 - Jardim 1.º de Maio

4.4 – Olaria de Melides

4.5 - Estátua ao Dr. Jacinto Nunes

4.6 - Estátua ao Dr. Evaristo de Sousa Gago

4.7 - Monumento a José Afonso

4.8 - Monumento ao 25 de Abril

4.9 - Monumento à Liberdade

4.10 – Escultura a José Afonso

4.11 – Monumento: “A cultura saiu à rua num dia assim”

4.12 - Monumento aos Poetas Populares

 

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1 - PERIODO PRÉ-HISTÓRICO

 

Embora esteja em grande parte por estudar a Pré-História no espaço grandolense, foram identificadas mais de 20 estações arqueológicas relativas a este Período. Pela informação que chegou até nós pode concluir-se que este espaço foi relativamente rico neste tipo de estações. Ainda que o objectivo futuro seja a sua divulgação completa, apenas serão referidos, por ora, os monumentos megalíticos da Pedra Branca, do Lousal e da Pata do Cavalo, e a necrópole de Cistas das Casas Velhas.

 

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1.1 – Monumento Megalítico da Pedra Branca

 

Localização: - Freguesia de Melides.

 

Toponímia: - Montum de Baixo

 

Cronologia: Pré-História / Períodos Neolítico Final e Calcolítico (2700 a 2500 a. C.)

 

Medidas de protecção: - Classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto nº 29/90, D. R. n.º 163, de 17 de Julho.

 

Estado de conservação: - Razoável

 

Descrição sumária: - Este monumento é formado por uma câmara poligonal e um corredor diferenciado. Construído no Neolítico Final, foi também (em menor escala) utilizado no Calcolítico Final. Na sua base, de ocupação tipo almeriense, foram encontrados diversos esqueletos, rodeados de abundante espólio arqueológico. Os corpos foram depositados com placas-ídolos ao pescoço, juntamente com vasos de cerâmica, pontas de seta e lâminas em sílex, machados e enxós de rochas básicas, contas discóides em xisto, etc. Na camada superior foram encontradas duas sepulturas individualizadas do Calcolítico Final (Cultura do Vaso Campaniforme). Entre outro espólio, foram retirados deste espaço crânios, um braçal de arqueiro, junções e pontas de seta (tipo Palmela e Alcalar) e cerâmica campaniforme (simples e decorada).

 

 

Síntese de intervenções: - Esta estação foi escavada e estudada por elementos dos Serviços Geológicos de Portugal, coordenados por O. da Veiga Ferreira, em 1972. Posteriormente, o Município de Grândola procedeu à sua vedação.

 

Referência bibliográfica: - FERREIRA, O. da Veiga, Le monument mégalithique de Pedra Branca auprés de Montum (Melides), in “Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal”, Lisboa, 1975.

 

Observações: - Este monumento está localizado numa propriedade particular e o seu espólio encontra-se em exposição no Museu Geológico.

 

 

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1.2 – Monumento Megalítico do Lousal

 

Localização: - Freguesia de Azinheira dos Barros, a cerca de 1500 metros do Parque Mineiro do Lousal.

 

Toponímia: - Lousal

 

Cronologia: Pré-História / Período Calcolítico (2000 a. C.)

 

Medidas de protecção: - Pela sua importância arqueológica foi classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto nº 29/90, D. R. n.º 163, de 17 de Julho.

 

Estado de conservação: - Razoável

 

Descrição sumária: - De arquitectura pouco comum, possui uma galeria ou corredor, com cinco esteios, uma câmara principal, com oito esteios, e uma câmara secundária ou nicho, com nove esteios. Deduz-se, que foi tudo originalmente coberto por uma mamoa, da qual existem vestígios. Pelas suas características é um bom exemplo do tipo de sepulturas do Calcolítico. O espólio recolhido no decurso das escavações foi pouco significativo consistindo em alguma cerâmica, uma ponta de seta (em cobre) e um braçal de arqueiro (em xisto).

 

 

Síntese de intervenções: - Descoberto por A. Rodrigues Cavaco, foi escavado e estudado por este e outros elementos dos Serviços Geológicos de Portugal, coordenados por O. da Veiga Ferreira, na década de 50. Posteriormente foi mandado vedar e sinalizar pelo Município de Grândola.

 

Referência bibliográfica: - FERREIRA, O. da Veiga Ferreira / CAVACO, A. Rodrigues, O monumento pré-histórico do Lousal (Grândola), sep. do tomo XXXIII das “Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal”, 1952.

 

Observações: - Este monumento está localizado numa propriedade particular e o seu espólio encontra-se em exposição no Museu Geológico.

 

 

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1.3 – Monumento Megalítico da Pata do Cavalo

 

Localização: - Freguesia de Azinheira dos Barros, nas proximidades do monte das Boiças e a cerca de 3 000 metros a norte da estrada municipal Grândola – Azinheira dos Barros.

 

Toponímia: - Monte das Boiças

 

Cronologia: Pré-História / Idade do Cobre (entre 2.000 e 1700 a.C.).

 

Medidas de protecção: - Classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto nº 29/90, D. R. n.º 163, de 17 de Julho.

 

Estado de conservação: - Razoável

 

Descrição sumária: - É composto por uma câmara, constituída por oito esteios e uma galeria, com quatro esteios e um travessão, ambas encobertas por um montículo de terra artificial (mamoa) de que subsistem vestígios. A câmara atinge no seu maior diâmetro cerca de seis metros, o que faz deste monumento um dos maiores entre os que se conhecem no país. O espólio encontrado, constituído por fragmentos de cerâmica e elementos de utensilagem lítica, foi pouco significativo.

 

 

Síntese de intervenções: - Foi escavado e estudado por elementos dos Serviços Geológicos de Portugal, coordenados por O. da Veiga Ferreira, na década de 50.

 

Referência bibliográfica: - FERREIRA, O. da Veiga / CAVACO, A. Rodrigues, Antiguidades dos Lousal (Grândola) – Sepulturas descobertas, ed. da Soc. Port. de Antropologia e Etnologia na Faculdade de Ciências do Porto, Imprensa Portuguesa, Porto, 1955.

 

 

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1. 4 - Necrópole de Cistas das Casas Velhas

 

Localização: - Proximidades de Vale Figueira, na freguesia de Melides.

 

Toponímia: - Casas Velhas

 

Cronologia: Pré-História / Idade do Cobre

 

Medidas de protecção: - Pela sua importância arqueológica, este monumento foi classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto nº 29/90, D. R. n.º 163, de 17 de Julho.

 

Estado de conservação: - Razoável

 

Descrição sumária: - Esta necrópole, cuja área total não está a descoberto, é composta por dois núcleos de sepulturas (cistas) cada um deles com uma área aproximada de 30 metros quadrados. É constituída por um conjunto de sepulturas individuais, de tamanho e estado de conservação diversos. As sepulturas, todas do tipo cista, apresentam planta rectangular ou trapezoidal e têm, normalmente, quatro esteios: dois laterais, maiores, e dois de topo, menores. Possuem, também, uma tampa monolítica formada por uma laje de contorno sub-rectangular. No interior das sepulturas foram encontrados pequenos recipientes em cerâmica e objectos em metal.

 

 

 


Síntese de intervenções: - Esta estação foi descoberta e escavada na década de 70, por elementos do Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal, coordenados por Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares.

 

Referência bibliográfica: - SILVA, Carlos Tavares da / SOARES, Joaquina, Aspectos Gerais do Bronze do Sudoeste da região de Sines, in “Comunicações ao II Colóquio Arqueológico de Setúbal”, Nov.º de 1975.

 

Observações: - Este monumento está localizado numa propriedade particular. Por razões de localização, acessos e sinalização, não está, por ora, em condições de ser visitado com segurança. O espólio encontrado encontra-se no Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal.

 

 

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2 - PERÍODO ROMANO

 

Mais do que as comunidades pré-históricas, os Romanos deixaram múltiplas marcas da sua permanência no actual território grandolense. Embora esteja por fazer o estudo exaustivo da sua influência, o que se conhece mostra que ela foi importante e se manifestou em diversos domínios. Apesar de existirem vestígios em outros locais do Concelho, porque a maioria deles não foi, ainda, objecto de escavações e estudos, serão apenas referidas as estações do Cerrado do Castelo, da Barragem do Pego da Moura e a de Tróia.

 

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2.1 - Estação Romana do Cerrado do Castelo

 

Localização: - Pátio da Escola Primária de Grândola.

 

Toponímia: - Cerrado do Castelo

 

Cronologia: - Séculos I e III/IV d. C.

 

Medidas de protecção: - Classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 67/97, D. R. n.º 301, de 31 de Dezembro.

 

Descrição sumária: - Referida desde o século XVI como o Castelo, e identificada por Leite de Vasconcelos, a estação romana do Cerrado do Castelo foi, possivelmente, uma villa, mansio ou mutatio. Devido à construção de estradas e edifícios no lugar, uma grande parte dos vestígios foram destruídos ou soterrados. A partir de escavações realizadas em 1989 e 1990, foi possível identificar dois núcleos distintos, compostos por um conjunto de estruturas, designadamente uns balneários, que deviam corresponder a um tanque ou piscina (destruída) dois compartimentos delimitados por muros em xisto e quatro pequenos tanques. A um nível inferior do pavimento da piscina, foram descobertos dois fornos de produção de imbrices, formados por uma câmara de planta circular, constituída por lateres, alguns do tipo tubular, ligados com argamassa, sendo a base constituída apenas por terra argilosa, lateres fragmentados e pedras. No seu interior, para além de imbrices, foram identificados fragmentos de potes e pratos em cerâmica comum. Nas proximidades deste local (no Cerrado do Arraial) foi descoberta uma sepultura, formada por lateres, de onde foi exumado um colar de ouro com contas em berilo verde e um anel de sinete, que fazem parte do Museu Nacional de Arqueologia.

 

Síntese de intervenções: - Estudada sumariamente por Leite de Vasconcelos, no início do século XX, esta estação foi, em parte, objecto de escavações nos anos 89 e 90, realizadas pelos arqueólogos Marisol Ferreira e João Faria. Na sequência desta intervenção, o Município de Grândola procedeu à vedação e sinalização do local.

 

Referências bibliográficas: - VASCONCELOS, José Leite de, Excursão Archeológica à Extremadura Transtagana, in “O Archeologo Português”, vol. XIX, Lisboa, 1914. FERREIRA, Marisol Aires / FARIA, João Carlos Lázaro, Estação Romana do Cerrado do Castelo, sep. da revista “Conimbriga”, vol. XXX, 1991, ed. da C. M. G.

 

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Barragem Romana do Pego da Moura

 

Localização: - Fica situada a cerca de 2 000 metros a sul de Grândola, num pequeno afluente do rio Davino.

 

Toponímia: - Sítio da Represa / Pego da Moura.

 

Cronologia: - Século I / III d. C.

 

Medidas de protecção: - Classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 67/97, D. R. n.º 301, de 31 de Dezembro.

 

Descrição sumária: - A estrutura desta barragem consiste num muro de planta rectilínea, com um comprimento inicial de cerca de 40 metros, possuindo, actualmente, a altura máxima de 3 metros, a espessura de 2,90 metros e seis contrafortes. É, também, de assinalar a existência, entre dois contrafortes extremos, de um poço semi-circular, construído em alvenaria, e provavelmente de época posterior. A barragem é constituída, na sua quase totalidade, por opus incertum. Na zona central existe uma câmara abobadada, da mesma época, tendo sido usado na sua construção lateres e opus signinum. Possui uma bacia hidrográfica com cerca de 2,3 km2 .

 

 

Síntese de intervenções: - Referida por Carvalho Costa, em 1712, e no século XX pelo Dr. Manuel Mateus, a barragem só foi objecto de estudo arqueológico (sumário) na década de 90.

 

Referências bibliográficas: - COSTA, Padre A. Carvalho da, Corografia Portugueza, vol. III, Lx., MDCCXII; MATEUS, Manuel, Grândola Antiga, in “Álbum Alentejano”, Ed. da Imprensa Beleza, Lx., s/d; FERREIRA, Marisol Aires / FARIA, João Carlos Lázaro, Estação Romana do Cerrado do Castelo, sep. da revista “Conimbriga”, vol. XXX, 1991, ed. da C. M. G..

 

Observações: - Embora de fácil acesso, a barragem nem sempre é observável na sua totalidade, devido à vegetação luxuriante existente no local.

 

 

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2.3 - Estação Romana de Tróia

 

Localização: - Freguesia do Carvalhal.

 

Toponímia: - Península de Tróia / Sítio da Caldeira

 

Cronologia: Séculos I/VII d. C.

 

Medidas de protecção: - Monumento Nacional, por Decreto de 16 de Junho de 1910, D. G. n.º 136, de 23 de Junho de 1910.

 

Descrição sumária: - Monumento Nacional e um dos maiores e mais interessantes complexos fabris de conservas de peixe do Império Romano e do Mediterrâneo Ocidental, as ruínas de Tróia são o espaço arqueológico mais importante do Concelho. Estendendo-se, outrora, por uma faixa de quase dois quilómetros, este complexo conserveiro mantém, ainda, uma apreciável densidade de construções e testemunhos. A instalação industrial consta de um amplo conjunto de tanques de salga (cetárias) de peixe e marisco, de diferentes tamanhos, agrupados em núcleos independentes, que se destinavam à produção de garum (um famoso condimento ao tempo dos Romanos).

Para além do complexo fabril, é de assinalar a existência de uma zona habitacional, com residências de um ou mais pisos, com mosaicos e pinturas murais (frescos).

Junto de um conjunto de cetárias foi descoberto um balneário com caldarium e frigidarium, duas tinas de banho e uma ampla sala com funções de convívio, cujo pavimento foi coberto por mosaico.

Em Tróia existe, também, as ruínas de um edifício paleocristão, designado por Capela Visigótica, que está dividido em três naves, em cujas paredes se podem ver pinturas murais (frescos) com motivos geométricos ou florais.

Outros motivos arqueológicos interessantes são as necrópoles, de tipologia diversa, que vão do séc. I d. C. à Idade Média. Junto de um conjunto fabril, existe um mausoléu – Columbário – que apresenta no seu interior dois tipos de enterramentos, inumação e incineração, e que se abre para um cemitério de inumação que utilizou, em parte, tanques abandonados. A terceira zona de enterramentos situa-se nas imediações da capela paleo-cristã – as mensae, cuja cronologia pode atribuir-se ao séc. IV ou V d.C.

O espólio encontrado em Tróia ao longo dos séculos é imenso, não se encontra inventariado, e só uma pequena parte pode ser apreciado em museus nacionais, nomeadamente no Museu Nacional de Arqueologia.

 

Síntese de intervenções: - Desde o século XVI que esta estação arqueológica tem sido sujeita a todo o tipo de depredações e intervenções, intercaladas por períodos de abandono.

 

Referências bibliográficas: - Entre a extensa bibliografia sobre Tróia pode ver-se: - ALARCÃO, Jorge de, Portugal Romano, Ed. Verbo, Lisboa, 1973; APOLINÁRIO, Maximiano, Estudos Sobre Tróia de Setúbal, in “O Archeologo Português”, vol. III, n.º 1 e 2, Imprensa Nacional, Lx., 1897; AZEVEDO, Pedro A. de, Estudos Sobre Tróia de Setúbal, in “O Archeologo Português”, vol. III, n.º 1 e 2, e vol. IV, n.º 1 a 6, Imp. Nacional, Lx., 1897 e 1898; COSTA, A. J. Marques da, Estudos Sobre Troia de Setúbal – 8. Edificações de Troia, in “O Archeologo Português”, vol. IV, n.º 1 a 6, Imp. Nacional, Lx., 1898; SOARES, Joaquina, A Estação Romana de Tróia, Ed. da C. M. G. e do Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal, 1980; VASCONCELOS, J. Leite de, Ruínas de Tróia (em frente de Setúbal), in “O Archeologo Português”, vol. I, n.º 1, Imp. Nacional, Lx., 1895., etc,.

 

Observações: - Este monumento encontra-se localizado numa propriedade da IMOAREIA (Grupo SONAE). Tem vindo a ser intervencionado nos últimos anos e encontra-se visitável.

 

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3 - DA IDADE MÉDIA AOS FINAIS DO SÉCULO XIX

 

Até à data não são conhecidas no Concelho construções de origem Goda e Muçulmana. Quanto ao património edificado no período compreendido entre a Idade Média e os finais do século XIX, cumpre referir o seguinte: - Igreja Matriz de Grândola; Igreja de Nossa Senhora de Tróia; Igreja de Santa Margarida da Serra; Igreja de Santa Maria do Viso; Igreja de Santa Marinha de Melides; Igreja de Nossa Senhora de Azinheira dos Barros; Igreja de S. Sebastião; Igreja de S. Pedro; Igreja de S. Pedro de Melides; Igreja de S. Barnabé; Igreja de Nossa Senhora da Penha de França; Antigos Paços do Concelho e Fonte da Apaulinha.

 

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3.1 - Igreja Matriz de Grândola

 

Localização: - Vila de Grândola.

 

Toponímia: - Largo Marquês de Pombal.

 

Cronologia: Século XV.

 

Medidas de protecção: - Em vias de classificação como Imóvel de Interesse Público.

 

Estado de conservação: - Bom.

 

Descrição sumária: - Degradada e a precisar de obras em 1482, é possível que a construção da igreja de Nossa Senhora da Abendada remonte a meados do século XV. No século XVI, passou a designar-se por igreja de Nossa Senhora da Assunção.

O seu interior é constituído por um vestíbulo com paredes em madeira, três portas e três janelas com vitrais. Segue-se a nave, com cobertura em madeira de três panos, pintada com motivos geométricos simples. Sobre o espaço da entrada há um coro alto em madeira com balaustrada. No lado esquerdo (a norte) há um espaço para recolha de dádivas, à qual se segue a porta de acesso ao púlpito e depois este. Segue-se uma capela transformada em baptistério, onde se encontra a pia baptismal - tina grande de pedra em forma de cálice e, na parede, uma pintura maneirista em madeira, do fim do séc. XVI, representando o Pentecostes, da autoria de Fernão Gomes, pintor régio. A esta seguem-se outra capela e um altar, com retábulos de talha dourada. No lado direito (a sul) à porta que dá acesso ao coro e à torre sineira, segue-se outra, que dá acesso ao exterior, que tem na base uma pedra tumular (do padre Veríssimo Leitão de Macedo) e sobre a porta há uma janela com vitral. Seguem-se duas capelas e um altar (simétricos aos do lado norte) também adornados com retábulos de talha dourada, e a primeira (da Irmandade das Almas) é revestida de azulejos azuis e brancos (com data de 1657). As paredes estão revestidas, em rodapé, de azulejos amarelos, azuis e brancos, com motivos geométricos, do séc. XVIII, e possuem junto às portas de acesso quatro pias de água benta em pedra.

Ao corpo da Igreja segue-se o altar-mor, cuja entrada é encimada por um arco de volta perfeita e um hábito da Ordem de Santiago, e onde se podem ver, do lado norte uma porta de acesso à sacristia, e uma janela, e no lado sul uma porta de acesso ao antigo escritório paroquial, e uma janela. Este altar contém um retábulo de feição neoclássica onde se destacam duas estátuas representando a Fé e a Esperança.

Na fachada exterior, podem ver-se (entre outros elementos) um hábito da Ordem de Santiago esculpido sobre a porta principal, uma janela com vitral e, no alto, alguns efeitos maneiristas, rematados com uma cruz em cimento. No campanário há a registar o mostrador de um relógio, quatro janelas sineiras (com cinco sinos) quatro cornijas e um pináculo. O lado norte é ocupado pelo novo centro paroquial e residência do paroco e, no lado sul, podem ver-se (além dos elementos referidos) as paredes das capelas laterais e do escritório (com uma porta e duas janelas com vitrais).

 

Síntese de intervenções: - Em 1513, esta Igreja tinha cerca de 85 m2 de área total e continuava degradada e, entre 1525 e 1534, foi totalmente reconstruída e ampliada, ficando então com 194 m2 de área. Entre o século XVI e o século XVIII, sofreu várias intervenções, nomeadamente o acréscimo de dois anexos, a construção de capelas e o revestimento em azulejos. A maior alteração ocorreu, contudo, na década de 70, com a construção do centro paroquial e a habitação do pároco, que alterou a antiga feição da Igreja (a norte).

 

Referências bibliográficas: - ALMEIDA, M. C. Gaio Tavares de, Roteiro Setecentista da Vila de Grândola, Ed. da C. M. G., 1998; - FALCÃO, José António, O Entalhador Francisco Álvares e a Construção do Retábulo-Mor da Igreja Matriz de Grândola em 1680-1684, Ed. da Diocese de Beja, 1995; - SILVA, Germesindo, O Mestre de Sant’Iago D. Jorge e as Visitações ao Lugar de Grandolla, Ed. do Autor, Tip. Ramos, Afonso & Moita, Lda, Lisboa, 1991.

 

 

 

 

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3.2 - Igreja de Santa Margarida da Serra

 

Observações: - Propriedade da Diocese de Beja, está habitualmente aberta às horas de celebração do culto.

 

Localização: - Freguesia de Santa Margarida da Serra

 

Toponímia: - Santa Margarida da Serra

 

Cronologia: - Finais do século XV (?)

 

Estado de conservação: - Bom

 

Descrição sumária: - Embora se desconheça a data da sua construção, tudo indica que esta Igreja surgiu na segunda metade do século XV. A edificação é de piso térreo, com telhado português de duas águas e linhas espraiadas. De planta longitudinal, é caracterizada pela sua arquitectura de tipo maneirista nacional e estilo chão. O conjunto é composto pelo corpo do templo, galilé, sacristia, baptistério, anexo de arrecadações e torre sineira (de estrutura independente). Dispõe de uma nave, altares com talha dourada de estilo nacional, um púlpito e pinturas maneiristas. As suas imagens são de lavor simples e ingénuo, adequadas ao espaço, e quase todas multisseculares.

 

Síntese de intervenções: - A informação mais antiga que se conhece sobre esta Igreja, é de 1513, altura em que “estava muito danificada e em tal maneira não se devia dizer missa nela”. É provável que tivesse, à data da construção, dimensões mais reduzidas que as actuais. A última intervenção ocorreu nos finais do séc. XX.

 

Referência bibliográfica: - SILVA, Germesindo, A Freguesia de Santa Margarida da Serra - do Concelho de Grândola, Ed. da Junta de Freguesia de Santa Margarida da Serra, Lisboa, 1997.

 

Observações: - Esta Igreja pertence à Diocese de Beja e está quase sempre fechada, excepto durante as esporádicas celebrações dominicais.

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3.3 - Ermida de Santa Maria do Viso

 

Localização: - Freguesia de Azinheira dos Barros, a cerca de 300 metros a sul da estrada municipal Grândola - Azinheira dos Barros.

 

Toponímia: - Lugar do Viso

 

Cronologia: - Finais do século XV (?)

 

Estado de conservação: - Bom

 

Descrição sumária: - Exemplo de arquitectura tradicional alentejana, a Ermida de Santa Maria do Viso é uma edificação de piso térreo, com telhado português de duas águas. O seu conjunto é composto pelo corpo do templo, uma sacristia, a torre sineira (de um único sino e estrutura independente) um portal em mármore e seis botaréus (cinco dos quais na parede norte). O interior, de uma nave, é rectilíneo, sem capela-mor nem capelas ou imagens laterais, e dispõe apenas de um pequeno altar.

 

Síntese de intervenções: - Em 1513, a Ermida “estava muito danificada e em tal maneira não se devia dizer missa nela” e, em 1533, estava “deRibada”, e só tinha a capela “alevamtada E acafelada” por dentro. Depois disso foi objecto de reparações várias, a maior das quais talvez em 1733 (data inscrita sobre a porta principal).

 

Referência bibliográfica: - SILVA, Germesindo, O Mestre de Sant’Iago D. Jorge e as Visitações ao Lugar de Grandolla, Ed. do Autor, Tip. Ramos, Afonso & Moita, Lda, Lx., 1991.

 

Observações: - Propriedade da Diocese de Beja, esta Ermida encontra-se quase sempre fechada, o que não facilita a visita ao seu interior.

 

 

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3.4 - Igreja de Santa Marinha

 

Localização: - Freguesia de Melides, a oeste da Aldeia e junto ao cemitério.

 

Toponímia: - Santa Marinha

 

Cronologia: - Finais do século XV (?)

 

Estado de conservação: - Encontra-se arruinada e sem telhado.

 

Descrição sumária: - Sede da paróquia de Melides até ao último quartel do século XVII, a Igreja de Santa Marinha é uma edificação de piso térreo, com “telhado” de duas águas, três botaréus a sul, uma pequena torre sineira na parede sul (sem sino) uma porta e uma janela na fachada principal e outra porta e duas janelas na parede sul. Do lado norte tem uma sacristia com duas portas. O seu interior, de uma nave, está dividido em corpo da Igreja, e tem à esquerda a base de um púlpito e à direita um nicho e a capela-mor, com três nichos e uma porta de acesso à sacristia.

 

Síntese de intervenções: - Construída, provavelmente, nos derradeiros anos do século XV, a Igreja de Santa Marinha foi objecto de várias intervenções. É provável que tenha sido ampliada no século XVII ou XVIII, e são bem visíveis os indícios de um telheiro entre dois botaréus da parede sul. O seu abandono data da segunda metade do século XIX.

 

Referência bibliográfica: - SILVA, Germesindo, Factos e Enigmas da História de Melides, in jornal “Ecos de Grândola”, de 14 de Maio de 1993.

 

Observações: - Propriedade da Junta de Freguesia de Melides. Embora de fácil acesso, está vedada a visita ao seu interior.

 

 

 

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3.5 - Igreja de Nossa Senhora de Azinheira dos Barros

 

Localização: - Freguesia de Azinheira dos Barros

 

Toponímia: - Rua José dos Reis

 

Cronologia: - Princípios do século XVI.

 

Estado de conservação: - Bom.

 

Descrição sumária: - A construção da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Azinheira teve provavelmente início por volta de 1510, uma vez que em 1513 estava em fase de conclusão. Com a instituição da freguesia dos Bayrros (cerca de 1545) tornou-se sede de paróquia. Actualmente, é uma edificação de piso térreo, com telhado de duas águas coberto por telha de Marselha. No conjunto é constituída por um corpo rectangular e altar-mor, um baptistério e uma sacristia laterais e uma torre sineira quadrangular (de um só sino).

 

Síntese de intervenções: - Objecto de várias intervenções, a maior das quais em meados do século XX, esta Igreja encontra-se bastante descaracterizada em relação ao primitivo edifício.

 

Referência bibliográfica: - SILVA, Germesindo, O Mestre de Sant’Iago D. Jorge e as Visitações ao Lugar de Grandolla, Ed. do Autor, Tip. Ramos, Afonso & Moita, Lda, Lisboa, 1991.

 

Observações: - Propriedade da Diocese de Beja, esta Igreja pode ser visitada nos dias de celebração.

 

 

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3.6 - Igreja de S. Sebastião

 

Localização: - Vila de Grândola.

 

Toponímia: - Largo de S. Sebastião.

 

Cronologia: - Século XVI.

 

Estado de conservação: - Bom

 

Descrição sumária: - Construída em 1578, em homenagem ao santo e ao rei do mesmo nome, a Igreja de S. Sebastião marcou, até ao século XIX, um dos extremos da vila de Grândola. É um edificio simples, de estilo maneirista, de piso térreo, com telhado de duas águas. Na fachada podem observar-se duas portas, uma pequena janela, uma pequena torre sineira, duas cornijas e uma cruz de ferro encimando o pináculo. O seu interior é constituído por uma nave rectangular que se prolonga, a nordeste, por um espaço lateral, que em tempos serviu de sacristia. Utilizada durante anos como capela mortuária, dispõe também, no seu interior, de instalações sanitárias.

 

 

Síntese de intervenções: - Esta Ermida foi objecto de várias intervenções, a maior das quais na década de 80, com a sua transformação em capela mortuária.

 

Referência bibliográfica: - ALMEIDA, M. C. Gaio Tavares de, Roteiro Setecentista da Vila de Grândola, Ed. da C. M. G., 1998; - SILVA, Germesindo, A Ermida de S. Sebastião, in jornal “Ecos de Grândola”, n.º 5, de 11 de Setembro de 1992.

 

Observações: - Património da Diocese de Beja.

 

 

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3.7 - Igreja de S. Pedro

 

Localização: - Vila de Grândola

 

Toponímia: - Largo de S. Pedro

 

Cronologia: - Finais do séc. XVI.

 

Medidas de protecção: - Foi proposta a sua classificação como Imóvel de Interesse Público pelo Município de Grândola, em 26 de Maio de 1999.

 

Estado de conservação: - Razoável

 

Descrição sumária: - Construção de tipo tradicional nacional, esta Igreja, de piso térreo, é de planta longitudinal, composta por uma nave, e possui um telhado de duas águas. A fachada principal tem duas portas, uma principal (com aduelas em pedra cortada em cunha, encimado pelo hábito da Ordem de Santiago) e uma lateral de menor dimensão. Segue-se uma janela rectangular, e um frontão quebrado, sobreposto por duas empenas interrompidas. Na fachada lateral, possui, adossada à parede, uma pequena torre circular com frestas, que termina em forma de agulha, estilo “gótico alentejano”. Ligada a esta torre, junto à agulha, continua uma moldura que termina num pequeno frontão (coroamento triangular). O acesso à capela-mor é efectuado por um arco de volta perfeita que tem ao centro um festão, composto por motivos florais. Em cada canto há uma coluna quadrada adossada à parede com caneluras ao longo desta, terminando num capitel simples. No ângulo da fachada direita, notam-se os vestígios de uma porta que dava acesso à sacristia. Nesta última podem-se ver decorações no tecto, uma pequena pia em pedra e os degraus de acesso ao púlpito.

 

Síntese de intervenções: - Esta Igreja, que se manteve em razoável estado de conservação até aos primórdios do século XX, foi bastante descaracterizada. Do seu interior foram retirados os azulejos policromos do séc. XVII, que lhe revestiam as paredes, o púlpito, que assentava numa escultura em pedra em forma de cabeça de leão, os altares e as imagens.

 

Referências bibliográficas: - ALMEIDA, M. Gaio de, Roteiro Setecentista da Vila de Grândola, edição da C. M. G.; - SILVA, Germesindo, Ex-Igreja de S. Pedro – Para quando a sua recuperação?, in jornal “Ecos de Grândola”, de 11 de Fevereiro de 1994.

 

Observações: - Propriedade do Município.

 

 

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3.8 - Igreja de S. Pedro de Melides

 

Localização: - Aldeia de Melides

 

Toponímia: - Rua Ramiro Correia

 

Cronologia: - Século XVII

 

Estado de conservação: - Bom

 

Descrição sumária: - Edifício térreo, com telhado de duas águas e campanário saliente rematado por cinco cornijas, quatro janelas sineiras, três sinos, e um relógio com dois mostradores em mármore (um na fachada principal e outro na fachada lateral direita. Na fachada principal podem observar-se uma porta rectangular em madeira, um rodapé em azulejos, uma janela (com três frestas) e um cruzeiro em pedra incrustado na torre sineira. De planta longitudinal, a Igreja é composta por um vestíbulo (localizado sob o coro) com três portas e duas salas laterais (a do lado direito com acesso à torre sineira). No seu interior podem ver-se: um coro alto (com escada) uma capela lateral à esquerda, uma porta que dá acesso à antiga capela mortuária e um transepto saliente (que do lado direito serve de baptistério). A cabeceira, rectangular, tem em primeiro plano o altar-mor, e na rectaguarda duas salas. No ângulo direito do altar-mor encontra-se uma laje sepulcral epigrafada, correspondente à sepultura de Maria Felizarda da Costa e Silva (falecida em 2 de Fevereiro de 1833) e no lado esquerdo há uma porta que dá acesso à sacristia (que possui um lavabo antigo, em pedra, com o hábito da Ordem de Santiago).

 

Síntese de intervenções: - Objecto de intervenções pontuais, em especial devido a estragos sísmicos, esta Igreja sofreu a maior remodelação na década de 60, que alterou profundamente a sua antiga fisionomia.

 

Observações: - Património da Diocese de Beja, encontra-se aberta ao público nos dias de celebração religiosa.

 

 

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3.9 - Igreja de S. Barnabé

 

Localização: - Freguesia de Grândola, na margem direita do rio Davino, a poucos quilómetros do Canal Caveira.

 

Toponímia: - Lugar de S. Barnabé

 

Cronologia: - 1616

 

Estado de conservação: - Mau

 

Descrição sumária: - Mandada edificar pelo prior de Grândola, Barnabé Afonso Barradas, à custa deste, a construção desta Ermida decorreu entre Agosto de 1615 e Abril de 1616. É um edifício térreo, rectangular, com telhado de duas águas, uma pequena torre sineira (a meio do telhado) uma porta de madeira, três janelas rectangulares (duas laterais e uma na rectaguarda) gradeadas, e uma mais pequena na fachada (em forma de trevo de quatro folhas). À frente tem um alpendre apoiado em duas colunas e um telhado de três águas. De uma só nave, tem na cabeceira um altar-mor e duas portas laterais encimadas por dois nichos, tudo em tijolo, argamassa e estuque. Após o 25 de Abril de 1974, a Ermida foi profanada, vandalizada e em parte destruída.

 

 

Síntese de intervenções: - Embora a informação seja deficitária, tudo indica que esta Ermida foi objecto de várias reparações, a maior das quais em meados do século XX.

 

Referência bibliográfica: - SILVA, Germesindo, Nos 388 Anos da Ermida de S. Barnabé, in jornal “Ecos de Grândola”, de Junho de 2004.

 

Observações: - Além de ser propriedade particular, os acessos a esta Ermida oferecem alguma dificuldade.

 

 

 

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3.10 - Ermida de Nossa Senhora da Penha de França

 

Localização: Freguesia e Serra de Grândola

 

Toponímia: - Outeiro da Penha

 

Cronologia: - Em 15 de Maio de 1664 foi autorizada pela Ordem de Santiago a construção desta Ermida, o que deve ter acontecido nos anos imediatos.

 

Estado de conservação: - Bom

 

Medidas de protecção: - Em 9 de Junho de 1999, foi aprovada pelo Município de Grândola uma proposta de classificação como Imóvel de Interesse Público, que foi submetida ao IPPAR.

 

Descrição sumária: - Exemplo de arquitectura de tipo rural, a Ermida é constituída por um piso térreo com um telhado de duas águas, uma pequena torre sineira com um sino, duas portas frontais, uma porta e três janelas na parede oeste, dois botaréus aguçados, na rectaguarda, e uma porta e dois bancos na parede sudeste. O seu interior é constituído por uma nave, uma capela-mor (com um altar) uma sacristia e um anexo. As paredes da nave principal estão guarnecidas, na sua parte inferior com painéis de azulejo em azul e branco (característicos do séc. XVIII) representando flores, anjos e frutos, enquanto a capela-mor apresenta painéis mais elaborados, relatando “aspectos da vida de Nossa Senhora”. O painel que encima a porta de acesso à sacristia possui um friso com a data de 1721.

 

Síntese de intervenções: - Objecto de intervenções esporádicas, é possível que tenha sofrido a maior alteração à data do seu revestimento interior com azulejos.

 

Referência bibliográfica: - ALMEIDA, M. C. Gaio Tavares de, Da Nossa Senhora da Penha de França a Protectora dos Grandolenses, Ed. da C. M. G., Setúbal, 1997.

 

Observações: - Património da Diocese de Beja e anexa à Igreja Matriz de Grândola, esta Igreja só pode ser visitável, no seu interior, durante as casuais celebrações e as festividades de N.ª S.ª da Penha, no mês de Maio.

 

 

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3.11 - Antigos Paços do Concelho

 

Localização: - Vila de Grândola

 

Toponímia: - Praça D. Jorge

 

Cronologia: Séculos XVII e XVIII

 

Descrição sumária: - Não está determinada a data de construção dos antigos Paços do Concelho, um dos edifícios históricos mais importantes de Grândola, embora se admita que tenha ocorrido no século XVII. Nele funcionaram os serviços do Município, o tribunal, a cadeia e o registo civil. Actualmente, o edifício é constituído por dois pisos, um telhado de três águas e um campanário com pináculo. Na fachada principal podem observar-se uma porta e 11 janelas (as do 1.º andar com grades de ferro forjado) e no campanário há um relógio e um sino. Na fachada a oeste, existe uma escadaria, no cimo da qual há duas portas, uma que dá acesso ao 1.º piso (encimada pelo antigo brasão da Vila, em pedra) e a outra ao campanário, e uma janela. Na fachada norte existem três portas e seis janelas (duas das quais no r/c). O piso do r/c está dividido em 10 compartimentos de dimensão variável, um corredor e duas casas de banho. O 1.º andar dispõe de oito compartimentos (um dos quais com 89 m2 de área) um corredor e duas casas de banho.

 

Síntese de intervenções: - O actual edifício é o resultado de múltiplas intervenções levadas a efeito entre entre os séculos XVII e XX, a última das quais ocorreu após o 25 de Abril de 1974, com a sua transformação em sede partidária.

 

Referências bibliográficas: - ALMEIDA, M. C. Gaio Tavares de, Roteiro Setecentista da Vila de Grândola, Ed. da C. M. G., 1998; - SILVA, Germesindo, O Tempo e os Relógios Públicos nos Primeiros Séculos da História de Grândola, in Jornal “Ecos de Grândola” de 12 de Novembro e de 10 de Dezembro de 1993.

 

Observações: - Propriedade do Município de Grândola.

 

 

 

3.12 – Chafariz da Fonte da Apaulinha

 

Localização: Freguesia de Grândola, junto à estrada Grândola – Tróia.

 

Toponímia: - Apaulinha

 

Cronologia: - 1878

 

Descrição sumária: - Mandada construir pelo Município de Grândola para reforçar os pontos de abastecimento de água, a fonte da Apaulinha foi bastante importante para os grandolenses, até aos princípios do século XX. O seu chafariz é composto por uma parede de linhas geométricas em alvenaria, em parte ladeada de cantaria, um brasão com a data de construção, e no cimo tem um pequeno pináculo. Tem, ainda, dois bebedouros, um tanque redondo e 17 colunas (algumas ligadas entre si por ferros) tudo em cantaria, e dois bancos corridos. Perdida a antiga feição, em vez das bicas primitivas ostenta, hoje, uma torneira ligada à rede de abastecimento de água.

 

 

Síntese de intervenções: - Recuperado esporadicamente, a maior intervenção ocorreu aquando da subida do nível da estrada fronteira.

 

Observações: - Propriedade do Município, é facilmente visitável em qualquer dia e hora.

 

 

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4 – SÉCULO XX

 

4.1. – Sede da ex-Sociedade Recreativa Grandolense

 

 

Localização - Vila de Grândola. Confronta a oeste com a sede dos Bombeiros Voluntários de Grândola, a este com a rua D. Nuno Álvares Pereira, e a norte com a Praça da República.

 

 

Toponímia - Rua D. Nuno Álvares Pereira.

 

 

Cronologia - Último quartel do século XIX.

 

 

Estado de conservação – Razoável.

 

 

Descrição sumária - Edifício projectado para funções recreativas e culturais, onde funcionou o primeiro teatro de Grândola. Foram promotores da sua construção os membros da Sociedade Recreativa Grandolense, que viriam a desenvolver nesse espaço, espectáculos teatrais e musicais, a criação de uma pequena biblioteca e um animatógrafo. No ano de 1937, a Sociedade Recreativa Grandolense extinguiu-se, e o espaço passou a sede do Sport Clube Grandolense. Em 1989, na sequência de um processo de fusão de associações recreativas e desportivas, o edifício passou para a posse do Club Recreativo O Grandolense.

Constituído por dois pisos e um terraço, o edifício possui telhado de quatro águas.

A fachada principal (1º piso e rés-do-chão) apresenta ângulos arredondados e possui oito portas simétricas com portadas de madeira. No 1º piso as quatro portas possuem varandins de ferro forjado pintado de branco. Na fachada lateral (terraço), tem três portas com portadas de madeira, e a varanda tem um gradeamento em ferro forjado pintado de branco. O rés-do-chão tem duas portas e duas janelas com portadas de madeira, tecto feito com ripas de choupo e pavimento cerâmico de mosaico colorido. No interior do edifício existe uma escadaria de madeira com corrimão torneado.

O 1º piso, tem pavimento em madeira.

 

Síntese de intervenções – Na década de 50 foram efectuadas obras no interior do edifício, do que resultou a transformação do teatro no rés-do-chão em sala de jogos e a criação de uma nova sala de espectáculos no 1º piso.

 

Bibliografia - SILVA, Germesindo (2006) – EX-SEDE DO SPORT CLUBE GRANDOLENSE. Um Edifício Com Valor Histórico e Cultural in “Jornal Ecos de Grândola”, nº 168.

 ALMEIDA, Manuel Costa Gaio Tavares de (2000) – A Cultura e o Recreio Nos Lazeres Dos Grandolenses do Fim do Séc. XIX E Da Primeira Metade Do Séc.XX. Memórias De Um Passado Recente. Subsídios Para Uma Monografia – IV. 1º Edição. Câmara Municipal de Grândola.

 

 

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4.2 – Coreto

 

Localização – Vila de Grândola. Confronta a sul com a rua Dr. José Pereira Barradas, a oeste com a rua Dr. Manuel Batista dos Reis, e a este com a rua D. Nuno Álvares Pereira.

 

 

Toponímia – Jardim Dr. Júlio do Rosário Costa

 

 

Cronologia – Início de construção no ano de 1927.

 

 

Estado de conservação – Bom.

 

 

Descrição sumária – O coreto de Grândola, cujo projecto foi executado pelo desenhador Faria, foi construído por subscrição pública no ano de 1927. Em 1930, a obra ainda não se encontrava concluída, por lhe faltar a cobertura, que foi posteriormente construída em metal pelo serralheiro José Augusto Cardita.

A estrutura, assim como as extremidades da mesma, encontram-se pintadas de azul. A parte inferior, edificada em alvenaria, está pintada de amarelo e branco, e possui um gradeamento em ferro forjado, pintado de branco.

A oeste tem uma escadaria com duas saídas, com gradeamento igual ao utilizado no palanque principal, e a este possui uma porta com acesso a uma área de arrumos.

 

 

                                                                    

Bibliografia: NUNES, Idálio (2005) – O Coreto in “Jornal Ecos de Grândola”, nº 160.

 

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4.3 – Jardim 1º de Maio

 

Localização – Vila de Grândola. Confronta a sul com a rua D. Ana Luísa da Cruz Costa, a norte com a avenida António Inácio da Cruz, a este com o Complexo Desportivo José Afonso, e a oeste com a rua D. Nuno Álvares Pereira.

 

 

Toponímia – Jardim 1º de Maio.

 

 

Cronologia – Foi construído entre 1940 e 1944.

 

 

Estado de conservação – Bom.

 

 

Descrição sumária – O Jardim 1º de Maio foi mandado construir por uma decisão da Câmara Municipal, a 29 de Junho de 1938, num recinto então denominado por Rocio Oriental e Rocio da Feira. Em 1940, foi solicitada autorização para a sua construção por administração directa e, em 17 de Dezembro de 1944, foi oficialmente inaugurado, com o nome de Jardim 28 de Maio. Após o 25 de Abril de 1974, a sua denominação foi alterada para Jardim 1º de Maio.

É constituído por um lago central, árvores e plantas de diversas espécies, um parque infantil e instalações sanitárias. Possui, também, um monumento em homenagem aos beneméritos António Inácio da Cruz e Ana Luísa da Cruz Costa e uma escultura de homenagem a Sacadura Cabral e Gago Coutinho. É utilizado como local de passeio e lazer, nomeadamente de espectáculos, exposições, jogos e outras actividades.

 

 

Síntese de intervenções - A configuração inicial do Jardim 1º de Maio tem sido ao longo dos anos objecto de alterações, nomeadamente, no parque infantil. Foram, também, colocadas (e retiradas) gaiolas com aves, um quiosque de jornais e artesanato, mesas para jogos e piqueniques e instalações sanitárias.

 

 

Bibliografia – SILVA, Germesindo (2006) – Jardim 1º de Maio in “Jornal Ecos de Grândola”, nº176. 

 

 

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4.4 – Estátua ao Dr. Jacinto Nunes

 

Localização – Vila de Grândola.

 

 

Toponímia - Praça da República.

 

 

Cronologia - Inaugurada a 2 de Abril de 1980.

 

 

Escultor - Euclides Vaz.

 

 

Estado de conservação – Bom.

 

 

Descrição sumária – A estátua do Dr. Jacinto Nunes, construída por subscrição pública, foi erigida para homenagear, o ilustre percursor da Republica e devotado democrata. O seu objectivo foi o de perpetuar a admiração e o reconhecimento dos grandolenses a esta figura nacional, que durante mais de 50 anos tanta dedicação prestou a Grândola, onde desempenhou os cargos de Presidente da Câmara e Administrador do Concelho.

A estátua, feita com aprovação da família do Dr. Jacinto Nunes, foi construída em bronze com 2,50 m de altura, numa fundição em Vila Nova de Gaia e o plinto, de granito rosado, com altura de 1,60 m e a largura de 1 m , com letras de bronze, foi construído em Vale de Vazios (Évora).

 

 

Observações - Permanentemente visitável.

 

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4.5 – Estátua ao Dr. Evaristo de Sousa Gago

 

Localização – Vila de Grândola.

 

 

Toponímia - Jardim Dr. Júlio do Rosário Costa.

 

 

Cronologia - Inaugurada a 17 de Outubro de 1981.

 

 

Escultor - Lagoa Henriques.

 

 

Estado de conservação – Bom.

 

 

Descrição sumária: A estátua do Dr. Evaristo Sousa Gago foi mandada executar por uma comissão de cidadãos e custeada por subscrição pública.

Pretendeu-se, com esta escultura, homenagear o homem, extremamente devotado à sua actividade de médico, assim como o defensor dos ideais da Liberdade e da Democracia, que conquistou o respeito e a admiração da população do Concelho.

A escultura, construída em bronze, representa a figura do Dr. Evaristo de Sousa Gago apresentando sob o braço esquerdo um estojo e um estetoscópio.

 

 

 

Observações – Permanentemente visitável.

 

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4.6 - Escultura a José Afonso

 

Localização: -Vila de Grândola.

 

Toponímia: - Rua Luís Alves Serrano (Junto ao Complexo Desportivo José Afonso).

 

Cronologia: - Inaugurada a 23 Abril de 1999.

 

Escultor: - António Vieira Pereira da Trindade.

 

Estado de conservação: - Bom.

 

Descrição sumária: - No 25º aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974, o Município de Grândola, no âmbito destas comemorações, deliberou adquirir ao escultor António Trindade uma escultura que dignificasse a efeméride e homenageasse José Afonso, autor de “Grândola, Vila Morena”.

A escolha de António Trindade deveu-se à sua inovadora expressão plástica na representação da figura humana.

A escultura é feita em aço, tem cerca de 3,30 m de altura, e nela podem-se observar o recorte de uma árvore (eventualmente uma azinheira) e o entalhe de uma mão segurando um cravo. O rosto de José Afonso, representado de frente e de perfil, permite leituras diferenciadas.

 

 

Observações: - Situada no espaço urbano da vila de Grândola é permanentemente visitável.

 

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4.7 - Monumento ao 25 de Abril

 

 

Localização: - Vila de Grândola.

 

 

Toponímia: - Avenida D. Nuno Álvares Pereira (Junto ao depósito municipal).

 

Cronologia: - Inaugurado a 24 de Abril de 1999.

 

Artista: - Bartolomeu Santos.

 

Estado de conservação: - Bom.

 

Descrição sumária: - Este monumento está integrado numa plataforma ao qual se tem acesso através de uma escadaria de degraus baixos e largos. Constituído por uma parede elíptica, que no centro é intersectada por uma área circular, na face principal o conjunto é forrado a azulejos pintados a azul. No círculo central está pintado um grande cravo azul cujo caule vai até à base do monumento, como se rompesse da terra. Na parte inferior do círculo encontra-se um rectângulo com os nomes de muitos dos “Capitães de Abril”que participaram na Revolução. As paredes dos lados estão decoradas com a pauta musical e a letra da canção “ Grândola, Vila Morena”, enquanto que no friso inferior se encontra a sua letra completa.

A parede posterior, à qual se tem acesso através de duas rampas que ladeiam o monumento, encontra-se completamente coberta com a “ Declaração Universal dos Direitos do Homem”. No centro há um círculo revestido com azulejos em vários tons de amarelo, representando o Sol.

 

 

Observações: - Situado no espaço urbano da vila de Grândola é permanentemente visitável.

 

 

4.8 - Monumento à liberdade

 

Localização: - Vila de Grândola.

 

Toponímia: - Largo de S. Sebastião.

 

Cronologia: - Inaugurado a 25 de Abril de 1999.

 

Escultor: - Jorge Vieira.

 

Estado de conservação: - Bom.

 

Descrição sumária: - Este monumento é constituído por uma escultura evocativa do 25 de Abril e da Liberdade.

O aço que lhe dá forma e a sua dimensão foram estudados de forma a integrar esta obra na zona que então a envolveria, na confluência de três ruas. A altura de sete metros e as suas três principais faces, permitiriam, a quem passasse, leituras diferenciadas, conforme o local onde estivesse situado. A modificação da envolvente retirou-lhe importância, e reduziu-lhe o efeito dominador e despertador de consciências.

Na altura da inauguração alguém a descreveu com as seguintes palavras “ É uma escultura muito antropomórfica, com uma anatomia que, saindo dos cânones, se revela perfeita, exacta. É uma forma a nascer da terra com uma legibilidade evidente na sua forma luminosa, que se desconstrói em leituras diferenciadas de três ângulos de visão principais...”

Esta escultura foi a última obra de Jorge Vieira, um dos mais destacados escultores portugueses contemporâneos.

 

Observações: - Situado no espaço urbano da vila de Grândola é permanentemente visitável.

 

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4.9 - Escultura aos Poetas populares

 

 

Localização: - Freguesia do Carvalhal.

 

Toponímia: - Jardim dos Poetas Populares.

 

Cronologia: - Inaugurada a 25 de Abril de 1999.

 

Escultor: - João Manuel Limpinho.

 

Estado de conservação: - Bom.

 

Descrição sumária: - É uma obra de homenagem a todos os poetas populares do Concelho, lembrando que faz parte da cultura deste povo o poetizar a sua vida quotidiana, em que a sua forma de expressão era, normalmente, a oralidade.

Em si mesmo, consta de um mural em betão de forma rectangular, que se alonga numa das partes posteriores, apresenta no alçado principal dois conjuntos de esculturas e, dentro de um rectângulo, em baixo relevo, a seguinte frase: “ Os poetas do Carvalhal...”.

 

Observações: - Situado no espaço urbano da aldeia do Carvalhal é permanentemente visitável.

 

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 4.10 - A Cultura saiu à rua num dia assim

 

 

 

Localização: Aldeia de Melides.

 

 

Toponímia: - Rua Nova (em frente à Igreja de S. Pedro).

 

 

Cronologia: - Inaugurada a 25 de Abril de 2000.

 

Escultor: - Isaac Filipe da Silva Pinheiro.

 

Estado de conservação: - Bom.

 

 

Descrição sumária: - Conjunto escultórico que consta de várias pilhas de livros com títulos e desenhos nas capas e lombadas, executado em mármore creme de Vila Viçosa e  de oito bancos dispersos entre os livros (similares aos tradicionais de madeira), construídos em aço corten de cor ferrugem.

A propósito deste conjunto refere o escultor: “… É um convite à leitura e à tertúlia misturadas com o lazer, uma vez que se espera que as pessoas ali se sentem e que as crianças brinquem por entre os bancos e os livros. A intenção é criar um espírito de interactividade que se estabeleceu entre mim e a matéria-prima, ao executar a obra. Este conjunto escultórico não deixará de provocar algum impacto visto ser pouco comum depararmos com pilhas de livros amontoados numa praça pública, sujeitos à acção do sol, do vento e da chuva; é quase como andarmos de pijama na rua. Mas a cultura sai à rua em dias assim.” 

 

 

Observações: - Situado no espaço urbano da aldeia de Melides é permanentemente visitável.

 

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4.11 - Olaria de Melides

 

 

Localização: - Aldeia de Melides.

 

Toponímia: - Rua da Fonte.

 

Cronologia: - Meados do século XX.

 

Estado de conservação: - Razoável.

 

Descrição sumária: - Esta olaria enquadra-se no âmbito da arquitectura rural e é constituída por uma oficina e um forno de tipologia romana. 

A oficina é composta por um piso térreo com duas divisões, sendo a principal o espaço de trabalho do oleiro e de secagem de peças, e onde se encontram duas rodas de oleiro.

A cobertura destes espaços é de telha de canudo suportada por barrotes e ripas de madeira, tendo forro de caniço. O pavimento é em barro batido.

 

O forno é uma construção em tijolo burro, circular e abobadado, sendo que as paredes que o envolvem formam um espaço quadrangular com cobertura em telha de canudo. O piso, que se encontra por cima da fornalha, foi construído com o mesmo material, e possui alguns orifícios por onde entra o calor emanado da fornalha, e que permite a cozedura das peças. Possui uma chaminé, fronteira à boca do forno e, no alçado norte, encontra-se um alpendre em madeira e telhas de canudo. No alçado sul apresenta um contraforte como reforço da parede. No conjunto é um imóvel pintado de branco e com barras azuis.

 

 

Síntese de intervenções: - Em 1994, a Câmara Municipal de Grândola efectuou uma intervenção na olaria, com vista à sua recuperação e preservação, procedendo ao arranjo do telhado da oficina e da chaminé do forno e à caiação interior e exterior de todo o imóvel.

 

Bibliografia principal: - FALCÃO, José António, Alusão a louça comprada em Melides em 1712, in Trabalhos de Antropologia e Etnologia, vol.XXV, fasc.2, Porto, p.410-412, 1985; FARIA, João Carlos, A olaria de Melides (Grândola). Suas semelhanças com os fornos romanos de ânforas do Vale do Sado, in O Neptuno, nº5, p.18-20, 2005;

FERREIRA, Marisol Aires, Revitalizar o Património Cultural. O caso da Olaria de Melides, comunicação apresentada nas 1ªs Jornadas sobre Património do Litoral Alentejano, 1992.

 

 

     
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