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Arte na Rua - Intervenções Artísticas de STYLER recuperam tradições e homenageiam Jacinto Nunes

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02 de Outubro de 2018

 

O STYLER – João Cavalheiro esteve em Grândola entre os dias 18 a 29 de setembro para realizar duas intervenções artísticas no âmbito da 5º edição do Arte na Rua, projeto da Câmara Municipal que tem como objetivo criar um circuito de Arte Urbana.

O premiado artista urbano desenvolveu um projeto artístico em grafitti com 11,5m x 5,6 m na fachada sul do Complexo Desportivo Municipal José Afonso que representa o Arraial ou Mercado do Gado que se realizava naquele espaço no início do Século XX.
Junto aos Paços do Concelho, STYLER desenvolveu uma intervenção artística de homenagem a Jacinto Nunes*.

A 5ª edição do “Arte na Rua” contou ainda com a realização, no passado dia 29 de setembro, de uma mostra na Praça D. Jorge de Lencastre onde artesãos e artistas locais desenvolveram, ao longo do dia, diversas obras artísticas. No mesmo dia, o artista Vitor Ponte terminou a 2ª fase da sua pintura mural em grafitti no Largo D. Simão de Menezes.

Com a realização dos projetos assinados por João Cavalheiro e a conclusão da pintura de Vítor Ponte a Vila Morena apresenta cinco obras de Street Art. Junto ao complexo desportivo José Afonso pode ser apreciada a intervenção desenvolvida por Smile1 Art – Ivo Santos  ( Pintura Mural com 31mx2m inspirada na Revolução dos Cravos) e numa das principais entradas de Grândola uma Pintura Mural de homenagem a António Inácio da Cruz com 32 m2 executada por João Samina.

*Filho de António Joaquim Nunes e de Rosa Jacinta das Neves, José Jacinto Nunes nasceu a 25 de Outubro de 1839, em Pedrógão Grande. Frequentou o Seminário de Coimbra, tendo-o abandonado para se inscrever na Faculdade de Direito, onde concluiu o bacharelato em 1865. Integrado numa geração que viveu sob a influência das ideias da Revolução Francesa de 1789, Jacinto Nunes revelou-se um entusiasta dos ideais democráticos e republicanos. Exerceu a advocacia na sua terra natal durante algum tempo e, em 1866 foi nomeado administrador do concelho de Grândola, cargo que ocupou também em Torres Vedras e Abrantes. Casou em 7 de Julho de 1869, na igreja de Santa Margarida da Serra, com Maria da Natividade Paes e Vasconcelos, e afeiçoou-se de tal forma a Grândola, que apenas se deslocava a Lisboa para o desempenho da sua actividade política e parlamentar. A partir de 1870 exerceu, quase ininterruptamente, a presidência da Câmara Municipal de Grândola. Fez parte do Directório do Partido Republicano, tendo sido vítima de perseguições e preso por duas vezes. Embora candidato em 1870, apenas foi eleito deputado em 1893, pelo círculo de Lisboa, tendo sido um dos primeiros deputados republicanos a entrar no Parlamento. Eleito várias vezes deputado, foi seguidamente eleito senador. Tomou parte nas Constituintes, mas nunca quis ser ministro nem nunca foi condecorado. Foi autor do projecto de amnistia aos monárquicos concorrendo, assim, para a conciliação dos portugueses. Contribuiu, com o apoio do filho Jorge Nunes, para que o caminho-de-ferro passasse  por Grândola, conseguiu a manutenção da Península de Tróia no concelho a que presidia, bem como o restabelecimento da sua Comarca. Colaborou activamente nos jornais O Século, para cuja fundação contribuiu, A Luta e Pedro Nunes, entre outros. Publicou várias obras, entre as quais Projecto do Código  Administrativo, Reivindicações Democráticas e Descentralização de Lisboa. Durante a sua longa vida foi objecto de várias homenagens, nomeadamente a atribuição do seu nome a uma rua de Grândola. Faleceu em Grândola, a 9 de Novembro de 1931, e jaz em mausoléu no cemitério municipal. Após a sua morte, foi alvo de outras homenagens, designadamente, a atribuição do seu nome a uma rua de Lisboa e a erecção de uma estátua, em Grândola (da autoria de Euclides Vaz). De referir, ainda, que a casa onde habitou foi, após a sua morte, adquirida pela autarquia, para aí instalar os Paços do Concelho.