- Grândola, Vila Morena - 62 Anos do Poema, Data é assinalada em maio
Grândola, Vila Morena - 62 Anos do Poema, Data é assinalada em maio
Teatro, Cine-Conversa e Concerto refletem sobre o tema «Mulheres em Liberdade»
As comemorações do 25 de Abril em Grândola revestem-se de significado particular. Celebra-se a liberdade e democracia conquistadas após 49 anos de ditadura e opressão. Sendo isso imenso, o Município de Grândola tem ainda o orgulho e a responsabilidade de estar simbolicamente associado a esta data devido à canção Grândola, Vila Morena, que ligou para sempre o nome do nosso município aos ideais de Liberdade, Democracia e Fraternidade.
Há 62 anos, em 17 de maio de 1964, José Afonso foi convidado a atuar na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense. O espírito crítico e de oposição ao regime que se vivia no seio da Sociedade marcou o cantor e compositor, resultando, desse encontro, o poema Grândola, Vila Morena, que viria a ser usado como senha da Revolução dos Cravos, em 1974. Desde esse momento, a música tornou-se um hino de liberdade e resistência, associado para sempre a Grândola e aos seus habitantes.
Este ano, o fim-de-semana de 15, 16 e 17 de maio é dedicado a esse histórico encontro, desta vez sob o tema “Mulheres em Liberdade”. Convidamos todas e todos a refletir sobre o papel da Mulher durante a longa ditadura de Salazar e Caetano, assim como sobre o que é hoje a condição feminina, usufruindo de todas as liberdades conquistadas pelo caminho e, ao mesmo tempo, lutando contra os desafios que continuam a emergir.
As comemorações começam com a apresentação da peça Feminismos. Citação, no dia 15 de maio, às 21h00, no Cine Granadeiro, Auditório Municipal. O espetáculo, da autoria de Carolina Campanela e Carolina Serrão, espelha a vida e as inquietações das jovens mulheres portuguesas da atualidade.
No dia seguinte, em 16 de maio, às 17h00, é exibido, no Cineteatro Grandolense, o documentário Clandestina, vencedor do Prémio "A Voz das Mulheres" - Porto Femme, Portugal'24, e baseado na autobiografia de Margarida Tengarrinha Memórias de uma Falsificadora – A Luta na Clandestinidade pela Liberdade em Portugal. À exibição do documentário segue-se uma conversa com a realizadora do filme, Maria Mire, e a historiadora Giulia Strippoli, com moderação da jornalista Catarina Marques Rodrigues.
IOLANDA encerra as comemorações, com um concerto acústico em trio, no dia 17 de maio, às 18h00, no Cineteatro Grandolense.
*todas as atividades têm entrada gratuita
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